Mariano Gonzalez, foi dos jogadores que mais foi assobiado nos primeiros tempos como jogador do FC Porto. Com o tempo, foi ganhando confiança e acabou por ser dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos portistas.Foi um jogador com qualidades ímpares, e por alguma coisa, foi capitão do F.C.Porto. Despediu-se, chorou, e deixou saudades... um grande HOMEM, e mais um PORTISTA que um dia vai voltar.
entrevista OJOGO
"Já estou com saudades dos adeptos"
PEDRO MARQUES COSTA
Despede-se dos portistas e, num balanço longo feito a O JOGO, considera ter ficado demasiado tempo colado ao rótulo de "jogador esforçado". Não lhe foi fácil esvaziar os cacifos, porque a vontade de continuar era evidente. Mariano admite ter chorado, e não travou as emoções na entrevista. Vai continuar portista, onde quer que seja, e guarda memórias inesquecíveis. Mas também critica: não ter sido inscrito no início da época foi, diz ele, falta de respeito
Mariano é diferente. É inteligente, tem ideias próprias e não se importa de as partilhar; recusa-se mesmo a esconder nos lugares comuns e atreve-se a criticar até aqueles de quem gosta, quando sente que isso é justo. Na despedida, o ainda capitão do FC Porto fez, para O JOGO, o balanço de quatro épocas absolutamente fantásticas, desta vez sem os tropeções que tantas vezes o limitaram em campo.
Já pode anunciar oficialmente que não vai continuar no FC Porto?
Agora já. Tive uma reunião com o Antero [Henrique], que serviu para nos despedirmos e para agradecermos tudo o que conseguimos juntos ao longo destes últimos quatro anos. Foi um momento difícil, muito difícil… Passei muito tempo aqui, as minhas filhas nasceram no Porto, tenho casa, amigos. Tenho aqui tudo o que possam imaginar, muito para além do futebol; o pediatra das minhas filhas, o infantário, os amigos delas. Tudo.
Que balanço faz destas quatro temporadas?
Em termos colectivos, foram anos fantásticos. Conquistámos muitos títulos, fizemos sempre boas campanhas internacionais e ainda conseguimos atingir quase todos os objectivos a que nos propusemos. No aspecto individual, acredito que podia ter dado mais à equipa, porque tinha qualidade para isso. Quando cheguei cá, era um jogador muito técnico, mas depois de ter estado mal nos primeiros meses da minha aventura no FC Porto, tive de mudar de atitude, começar a trabalhar mais defensivamente em relação ao que estava habituado. A partir desse momento, comecei a ficar colado à imagem de um jogador que se esforçava muito e pouco mais. No entanto, a história da minha carreira foi mais do que isso; sempre fui um extremo, um jogador técnico.
Mas então o que correu mal?
Nem sempre tudo pode correr bem… Os jogadores precisam de confiança para render e, este ano, isso ficou uma vez mais provado. Eles estiveram sempre motivados e superconfiantes e foi o que se viu. Eu, por exemplo, nunca senti a confiança que alguns jogadores sentiram durante esta época; não estou a culpar ninguém, até porque, muito provavelmente, a culpa foi minha, mas não deixa de ser uma realidade. Isto apesar de reconhecer que o Jesualdo gostava muito de mim e sempre me apoiou.
Sente que parte sem ter mostrado o melhor de si?
Os adeptos podiam ter visto mais de mim, sem dúvida. Tive uma fase muito boa, no final da segunda época, na altura em que o Lucho se lesionou e comecei a ser titular. Depois, tive mais alguns bons períodos, mas sempre sem grande continuidade na equipa principal. Aliás, antes de me lesionar da última vez também estava a jogar bem… Foi azar.
Qual é a melhor recordação que guarda destes quatro anos?
Os meus companheiros de equipa, que são agora meus amigos. Sem dúvida. Tive sorte em trabalhar com um grupo tão fantástico de pessoas. E estou a incluir neste grupo toda a estrutura do clube. Fiz muitos amigos aqui e isso é o mais importante de tudo aquilo que vou levar.
Concorda com a ideia de que a sua relação com os adeptos nem sempre foi fácil?
Eles esperavam muito de mim quando fui contratado, até pelo meu passado na selecção argentina, mas cheguei em cima do final da pré-temporada e, por culpa minha, em más condições físicas. Jesualdo Ferreira já tinha uma equipa montada e, no início, decidiu apostar no Tarik, que acabou por fazer uma temporada espectacular. Aos poucos, fui perdendo confiança... Mas acredito que os adeptos foram percebendo, aos poucos, que estive sempre disponível para ajudar o clube, e que dava sempre o máximo, embora nem sempre tenha sido bem sucedido.
Que mensagem gostaria de deixar aos adeptos do FC Porto?
Queria agradecer-lhes por tudo e pedir desculpa se em algum momento não consegui corresponder às expectativas. Já estou com saudades deles...
Mas já lhes perdoou os assobios?
Claro que sim. Lembro-me de que nos primeiros seis meses, mal entrava em campo já estava a ser assobiado. Mas depois passou. Bem, pensando melhor, houve mais alguns momentos em que eles vacilaram [risos]. Recordo, sobretudo, a recepção que tive depois da lesão, no jogo com o Marítimo. Fui muito aplaudido e, sinceramente, não estava à espera. Fiquei muito emocionado.
O que pensa um jogador quando entra em campo e é logo assobiado pelos próprios adeptos?
Não podemos pensar em nada... Faz parte da nossa vida. Mas não é fácil ser assobiado mal se está a entrar. Aliás, tive um período em que, por causa disso, só fazia passes curtos; e mesmo assim falhava [risos]. Esses são os momentos menos bons, mas também houve alturas em que joguei bem e eles apoiaram-me. Nos últimos tempos, por exemplo, fui tratado com um enorme carinho por todos.
PEDRO MARQUES COSTA
Despede-se dos portistas e, num balanço longo feito a O JOGO, considera ter ficado demasiado tempo colado ao rótulo de "jogador esforçado". Não lhe foi fácil esvaziar os cacifos, porque a vontade de continuar era evidente. Mariano admite ter chorado, e não travou as emoções na entrevista. Vai continuar portista, onde quer que seja, e guarda memórias inesquecíveis. Mas também critica: não ter sido inscrito no início da época foi, diz ele, falta de respeito
Mariano é diferente. É inteligente, tem ideias próprias e não se importa de as partilhar; recusa-se mesmo a esconder nos lugares comuns e atreve-se a criticar até aqueles de quem gosta, quando sente que isso é justo. Na despedida, o ainda capitão do FC Porto fez, para O JOGO, o balanço de quatro épocas absolutamente fantásticas, desta vez sem os tropeções que tantas vezes o limitaram em campo.
Já pode anunciar oficialmente que não vai continuar no FC Porto?
Agora já. Tive uma reunião com o Antero [Henrique], que serviu para nos despedirmos e para agradecermos tudo o que conseguimos juntos ao longo destes últimos quatro anos. Foi um momento difícil, muito difícil… Passei muito tempo aqui, as minhas filhas nasceram no Porto, tenho casa, amigos. Tenho aqui tudo o que possam imaginar, muito para além do futebol; o pediatra das minhas filhas, o infantário, os amigos delas. Tudo.
Que balanço faz destas quatro temporadas?
Em termos colectivos, foram anos fantásticos. Conquistámos muitos títulos, fizemos sempre boas campanhas internacionais e ainda conseguimos atingir quase todos os objectivos a que nos propusemos. No aspecto individual, acredito que podia ter dado mais à equipa, porque tinha qualidade para isso. Quando cheguei cá, era um jogador muito técnico, mas depois de ter estado mal nos primeiros meses da minha aventura no FC Porto, tive de mudar de atitude, começar a trabalhar mais defensivamente em relação ao que estava habituado. A partir desse momento, comecei a ficar colado à imagem de um jogador que se esforçava muito e pouco mais. No entanto, a história da minha carreira foi mais do que isso; sempre fui um extremo, um jogador técnico.
Mas então o que correu mal?
Nem sempre tudo pode correr bem… Os jogadores precisam de confiança para render e, este ano, isso ficou uma vez mais provado. Eles estiveram sempre motivados e superconfiantes e foi o que se viu. Eu, por exemplo, nunca senti a confiança que alguns jogadores sentiram durante esta época; não estou a culpar ninguém, até porque, muito provavelmente, a culpa foi minha, mas não deixa de ser uma realidade. Isto apesar de reconhecer que o Jesualdo gostava muito de mim e sempre me apoiou.
Sente que parte sem ter mostrado o melhor de si?
Os adeptos podiam ter visto mais de mim, sem dúvida. Tive uma fase muito boa, no final da segunda época, na altura em que o Lucho se lesionou e comecei a ser titular. Depois, tive mais alguns bons períodos, mas sempre sem grande continuidade na equipa principal. Aliás, antes de me lesionar da última vez também estava a jogar bem… Foi azar.
Qual é a melhor recordação que guarda destes quatro anos?
Os meus companheiros de equipa, que são agora meus amigos. Sem dúvida. Tive sorte em trabalhar com um grupo tão fantástico de pessoas. E estou a incluir neste grupo toda a estrutura do clube. Fiz muitos amigos aqui e isso é o mais importante de tudo aquilo que vou levar.
Concorda com a ideia de que a sua relação com os adeptos nem sempre foi fácil?
Eles esperavam muito de mim quando fui contratado, até pelo meu passado na selecção argentina, mas cheguei em cima do final da pré-temporada e, por culpa minha, em más condições físicas. Jesualdo Ferreira já tinha uma equipa montada e, no início, decidiu apostar no Tarik, que acabou por fazer uma temporada espectacular. Aos poucos, fui perdendo confiança... Mas acredito que os adeptos foram percebendo, aos poucos, que estive sempre disponível para ajudar o clube, e que dava sempre o máximo, embora nem sempre tenha sido bem sucedido.
Que mensagem gostaria de deixar aos adeptos do FC Porto?
Queria agradecer-lhes por tudo e pedir desculpa se em algum momento não consegui corresponder às expectativas. Já estou com saudades deles...
Mas já lhes perdoou os assobios?
Claro que sim. Lembro-me de que nos primeiros seis meses, mal entrava em campo já estava a ser assobiado. Mas depois passou. Bem, pensando melhor, houve mais alguns momentos em que eles vacilaram [risos]. Recordo, sobretudo, a recepção que tive depois da lesão, no jogo com o Marítimo. Fui muito aplaudido e, sinceramente, não estava à espera. Fiquei muito emocionado.
O que pensa um jogador quando entra em campo e é logo assobiado pelos próprios adeptos?
Não podemos pensar em nada... Faz parte da nossa vida. Mas não é fácil ser assobiado mal se está a entrar. Aliás, tive um período em que, por causa disso, só fazia passes curtos; e mesmo assim falhava [risos]. Esses são os momentos menos bons, mas também houve alturas em que joguei bem e eles apoiaram-me. Nos últimos tempos, por exemplo, fui tratado com um enorme carinho por todos.
"Gostava de ser adjunto no FC Porto"
Por onde vai passar o seu futuro?
Ainda não sei. Sinceramente, estive até ao último dia a ver se havia possibilidade de renovar pelo FC Porto, porque era essa a minha vontade. No entanto, e apesar disso, já tinha falado com o meu empresário para nos começarmos a preparar para uma eventual saída. Mas ainda não sei onde vou continuar a jogar.
Mantém a ideia de que em Portugal só jogará no FC Porto?
No final do jogo da Taça de Portugal, quando disse isso, estava muito emocionado e, confesso, ainda acreditava que era possível continuar. Mas agora que não posso continuar, tenho de pensar no meu futuro e saber que este é o meu trabalho. Por isso, se surgir alguma proposta de Portugal, terei de a analisar como qualquer outra. Tudo dependerá do que surgir, embora considere que, apesar de tudo, vai ser difícil prosseguir a minha carreira em Portugal.
Chegou a falar-se da possibilidade de ir para o Botafogo, do Brasil...
É verdade que falaram com o meu empresário e também me ligaram. Demonstraram um grande interesse e ficaram de avançar com uma proposta mais concreta. No entanto, preferia continuar pela Europa, sabendo que os clubes europeus vão começar agora a mexer-se e a definir os plantéis da próxima época. Espero ter a minha vida resolvida dentro de três ou quatro semanas.
Pensa ser treinador um dia?
Não sei... Ainda não resolvi a minha vida. Para já, gosto muito de jogar futebol e vou continuar a fazê-lo até não ter mais propostas. Depois, logo se verá. E se um dia decidir ser treinador, adorava trabalhar no FC Porto, nem que fosse nas camadas jovens ou até como adjunto. Quem sabe se isso não acontecerá?
Pensa regressar à cidade do Porto?
Vou ter de voltar... Vou manter casa por cá. Na pior das hipóteses, voltarei pelas minhas filhas, porque elas vão querer conhecer o local em que nasceram. Para além disso, sou portista. Muito portista. Estou muito identificado com o clube, mas a minha ligação vai muito para além do futebol, porque também me revejo na cidade.
Por onde vai passar o seu futuro?
Ainda não sei. Sinceramente, estive até ao último dia a ver se havia possibilidade de renovar pelo FC Porto, porque era essa a minha vontade. No entanto, e apesar disso, já tinha falado com o meu empresário para nos começarmos a preparar para uma eventual saída. Mas ainda não sei onde vou continuar a jogar.
Mantém a ideia de que em Portugal só jogará no FC Porto?
No final do jogo da Taça de Portugal, quando disse isso, estava muito emocionado e, confesso, ainda acreditava que era possível continuar. Mas agora que não posso continuar, tenho de pensar no meu futuro e saber que este é o meu trabalho. Por isso, se surgir alguma proposta de Portugal, terei de a analisar como qualquer outra. Tudo dependerá do que surgir, embora considere que, apesar de tudo, vai ser difícil prosseguir a minha carreira em Portugal.
Chegou a falar-se da possibilidade de ir para o Botafogo, do Brasil...
É verdade que falaram com o meu empresário e também me ligaram. Demonstraram um grande interesse e ficaram de avançar com uma proposta mais concreta. No entanto, preferia continuar pela Europa, sabendo que os clubes europeus vão começar agora a mexer-se e a definir os plantéis da próxima época. Espero ter a minha vida resolvida dentro de três ou quatro semanas.
Pensa ser treinador um dia?
Não sei... Ainda não resolvi a minha vida. Para já, gosto muito de jogar futebol e vou continuar a fazê-lo até não ter mais propostas. Depois, logo se verá. E se um dia decidir ser treinador, adorava trabalhar no FC Porto, nem que fosse nas camadas jovens ou até como adjunto. Quem sabe se isso não acontecerá?
Pensa regressar à cidade do Porto?
Vou ter de voltar... Vou manter casa por cá. Na pior das hipóteses, voltarei pelas minhas filhas, porque elas vão querer conhecer o local em que nasceram. Para além disso, sou portista. Muito portista. Estou muito identificado com o clube, mas a minha ligação vai muito para além do futebol, porque também me revejo na cidade.
"Moutinho dava um excelente capitão"
O seu papel no balneário foi destacado por muitos dos seus companheiros. Afinal, qual foi a sua importância ao longo da época?
Como já tinha experiência de épocas anteriores, fui escolhido para ser o primeiro capitão. Tentei ajudar sempre o Falcao e o Helton, que eram novos naquele papel, e, na impossibilidade de jogar, sabia que eles teriam mais responsabilidades do que eu perante o balneário. Nós, os três, tratámos de muitos assuntos que as pessoas não sabem, até mesmo questões administrativas. Acredito que o segredo dos três esteve na forma como lidámos com as situações: antes de tomarmos uma decisão, fosse ela qual fosse, conversávamos os três, decidíamos de acordo com o que entendíamos ser o melhor, e só depois comunicávamos ao grupo. Deste modo, tudo funcionou sempre da melhor forma.
Mas houve muitos problemas para resolver ao longo da época?
Não, não... Bem, é lógico que num grupo com 25 pessoas nem sempre se pode agradar a toda a gente. Eu próprio cheguei a discutir com alguns companheiros, embora em situações normais. Isso faz parte do futebol, mas também de qualquer empresa. No entanto, nunca houve uma situação grave. Mas vou dar exemplos: organizávamos almoços, jantares, festas de aniversário. Muitas coisas. Agora que olho para trás, percebo que um dos nossos segredos esteve no facto de termos conseguido formar um grande grupo. E isso nunca se consegue se não estivermos todos focados no mesmo objectivo. Quando alguém começa a pensar que determinada pessoa é má, ou se começa a existir inveja no plantel, tudo fica mais complicado. E isso, esta época, não existiu.
Encontra, no actual plantel, jogadores com personalidade para serem capitães de equipa?
Sim, sim... Se continuar, há o Falcao, por exemplo. Não tenho palavras para o descrever como pessoa. É um amigo e, esta época, também trabalhou para a equipa como capitão. Depois, vejo no Moutinho um excelente sucessor. É uma pessoa fantástica, muito humilde, e já tem muita experiência. Acredito que pode ser uma boa solução. Aliás, penso que qualquer um deles pode ser melhor do que eu; considero que fui um bom capitão do lado de fora, mas nunca pude dar o meu contributo lá dentro, no relvado.
O seu papel no balneário foi destacado por muitos dos seus companheiros. Afinal, qual foi a sua importância ao longo da época?
Como já tinha experiência de épocas anteriores, fui escolhido para ser o primeiro capitão. Tentei ajudar sempre o Falcao e o Helton, que eram novos naquele papel, e, na impossibilidade de jogar, sabia que eles teriam mais responsabilidades do que eu perante o balneário. Nós, os três, tratámos de muitos assuntos que as pessoas não sabem, até mesmo questões administrativas. Acredito que o segredo dos três esteve na forma como lidámos com as situações: antes de tomarmos uma decisão, fosse ela qual fosse, conversávamos os três, decidíamos de acordo com o que entendíamos ser o melhor, e só depois comunicávamos ao grupo. Deste modo, tudo funcionou sempre da melhor forma.
Mas houve muitos problemas para resolver ao longo da época?
Não, não... Bem, é lógico que num grupo com 25 pessoas nem sempre se pode agradar a toda a gente. Eu próprio cheguei a discutir com alguns companheiros, embora em situações normais. Isso faz parte do futebol, mas também de qualquer empresa. No entanto, nunca houve uma situação grave. Mas vou dar exemplos: organizávamos almoços, jantares, festas de aniversário. Muitas coisas. Agora que olho para trás, percebo que um dos nossos segredos esteve no facto de termos conseguido formar um grande grupo. E isso nunca se consegue se não estivermos todos focados no mesmo objectivo. Quando alguém começa a pensar que determinada pessoa é má, ou se começa a existir inveja no plantel, tudo fica mais complicado. E isso, esta época, não existiu.
Encontra, no actual plantel, jogadores com personalidade para serem capitães de equipa?
Sim, sim... Se continuar, há o Falcao, por exemplo. Não tenho palavras para o descrever como pessoa. É um amigo e, esta época, também trabalhou para a equipa como capitão. Depois, vejo no Moutinho um excelente sucessor. É uma pessoa fantástica, muito humilde, e já tem muita experiência. Acredito que pode ser uma boa solução. Aliás, penso que qualquer um deles pode ser melhor do que eu; considero que fui um bom capitão do lado de fora, mas nunca pude dar o meu contributo lá dentro, no relvado.
A cortesia de Hulk no Jamor
Mariano entrou no último quarto-de-hora da final da Taça, mas a braçadeira de capitão continuou a ser de Hulk. O brasileiro, porém, fez questão que fosse o companheiro a receber o troféu. "Esse momento só foi possível porque tive o privilégio de viver mais uma demonstração de carinho do Hulk. Passou-me a braçadeira e disse que queria que fosse eu a levantar a taça. Foi um gesto muito importante e que nunca esquecerei... É por atitudes como esta que digo que as melhores recordações daqui, são os amigos que fiz."
ojogo.pt
Mariano entrou no último quarto-de-hora da final da Taça, mas a braçadeira de capitão continuou a ser de Hulk. O brasileiro, porém, fez questão que fosse o companheiro a receber o troféu. "Esse momento só foi possível porque tive o privilégio de viver mais uma demonstração de carinho do Hulk. Passou-me a braçadeira e disse que queria que fosse eu a levantar a taça. Foi um gesto muito importante e que nunca esquecerei... É por atitudes como esta que digo que as melhores recordações daqui, são os amigos que fiz."
ojogo.pt

como portista adorei a entrevista ao jornal. um jogador assim so merece ficar na estrutura portista. teve cá 4anos, construiu cá familia, e com as suas palavras denota portismo. por mim ficava no lugar do Pedro Emanuel.
ResponderEliminaro Mariano tem a postura essencial para tal